Notícias

24 de abril, 2014 - 07h22

18 de maio: violência sexual em vários aspectos

O Dia Nacional de luta contra o Abuso e a Exploração Sexual de crianças e adolescentes, 18 de maio, está chegando e vamos publicar diversos conteúdos relacionados ao assunto para que você possa ter as diversas dimensões dessa forma de violência.

Para abordar a necessidade de prevenção desde a família e os cuidados que os pais tem que ter com os filhos considerando exposição a álcool e outras drogas, excesso de liberdade e limites, nós conversamos com a psicóloga clínica, conselheira do Conselho Regional de Psicologia Pará e Amapá, Adriana Elisa Macedo (CRP10 - 02188).

Ela destacou vários pontos que precisam ser considerados para que crianças e adolescentes não fiquem vulneráveis a esse tipo de violência, mas que também tenham garantido liberdade e uma relação de confiança mutua.

 

Prevenção

Adriana Macedo: Os cuidados devem ser diversos, pois os pais ou responsáveis devem em primeiro lugar zelar pelo bem-estar de seus filhos. Algumas atitudes devem ser observadas, principalmente no sentido preventivo.

Penso ser fundamental discutir com o adolescente todas as questões que fazem parte do seu cotidiano, porém como estamos tratando aqui do álcool e outras drogas, falaremos do cuidado relacionado a isto.

Em primeiro lugar é importante, antes de chegar até a criança, se observar enquanto exemplo, se perguntar que tipo de exemplo estou dando ao meu filho neste sentindo? Pois, sabemos que as primeiras influências que os filhos recebem, provêm dos pais.

Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), crianças e adolescentes, ou seja, menores de 18 anos, não podem permanecer em lugares públicos que ofereceram, por exemplo, bebida alcoólica desacompanhado de seus responsáveis.

O ECA diz que compete à autoridade judiciária disciplinar, através de portaria, ou autorizar, mediante alvará:

I – a entrada e permanência de criança ou adolescente, desacompanhado dos pais ou responsável, em:

a) estádio, ginásio e campo desportivo;
b) bailes ou promoções dançantes;
c) boate ou congêneres;
d) casa que explore comercialmente diversões eletrônicas;
e) estúdios cinematográficos, de teatro, rádio e televisão.

II – a participação de criança e adolescente em:

a) espetáculos públicos e seus ensaios;
b) certames de beleza.

Neste sentido, é importante os pais saberem onde seus filhos frequentam e quais são suas amizades, não no sentido controlador em si, mas como forma de cuidado e se for o caso, acompanhá-los nestas atividades citadas acima.

E por fim, é fundamental estabelecer uma relação de confiança com a criança e o adolescente, para que estes se sintam seguros e saibam que podem contar com os pais em qualquer situação, mesmo que seja sobre o uso de drogas lícitas ou ilícitas.  

 

Álcool e outras drogas

Adriana Macedo: Muitos pais sentem dificuldades em falar com os filhos sobre este assunto, todavia, a falta de dialogo pode ser prejudicial ao desenvolvimento da criança. Os pais devem analisar quando seu filho já possui amadurecimento para compreender o que lhe será explicado, falar de forma simples, sem palavras rebuscadas, orientando sobre os efeitos e malefícios das drogas, com propriedade, é importante, todavia, geralmente crianças a partir de 7 anos de idade, já apresentam certa maturidade intelectual.     

Os pais devem usar uma linguagem que a criança entenda e não devem omitir nenhuma situação. “Os pequenos devem saber sobre todos os prejuízos que o consumo de droga pode trazer à pessoa”, no caso, dos adolescentes, como orientá-los para uma diversão saudável?

Como já disse anteriormente, o diálogo é fundamental, é a ponte para saber o que o adolescente pensa e como ele se sente, após isso, ficará mais fácil orientá-lo, pois os pais saberão quais são suas demandas e os filhos em contrapartida confiarão em que seus pais estão orientado.

Orientar com amor e carinho é essencial, sendo sincero quanto aos perigos que podem encontrar ao saírem para se divertir. É importante ainda, que os filhos saibam que os pais ficam realmente preocupados com a segurança deles e que não é por capricho que estipulam horários para permanecerem na rua e voltarem para casa, por exemplo.  

           

Liberdade

Adriana Macedo: Neste sentindo não existe receita, o adolescente ainda não pode ter a liberdade de um adulto, contudo, já não pode ser tratado como criança. Cada pai ou mãe vai ter que ter a sensibilidade de perceber seu filho e saber até que ponto podem lhe dar liberdade.

Entretanto, penso que é importante os pais juntamente com seus filhos, criarem um acordo de até onde eles podem transitar e até onde não podem.  Simplesmente impor um não ou dizer um sim, sem explicar do seu porque, pode ser prejudicial para o relacionamento familiar.

 

Excessos de cuidado

Adriana Macedo:Tudo em excesso é prejudicial. Comer, praticar exercícios, ficar navegando na internet, excesso de proteção, enfim, é preciso ter limites. O cuidado é de extrema importância não só para crianças e adolescentes, porém ele deve ser moderado, sem sufocar os filhos e sem sobrecarregar os pais, pois cuidar e ser cuidado demanda energia física e psíquica.

O excesso de cuidado pode trazer diversas consequências e uma delas pode ser a insegurança, pois a criança e o adolescente que não teve a oportunidade de exercer sua autonomia, pode se tornar um adulto inseguro.

 

(0) O que você achou?


Universidade Federal do Pará - Instituto de Ciência da Educação 2º andar,
campus Universitário do Guamá/ Setor Profissional
Fone/Fax:(91) 3201-7269 • escoladeconselhosdopara@gmail.com




Copyright © 2011 Escola de conselhos do Pará. Todos os direitos reservados.

Libra Design +Tech