Vivencia Formativa...

Metodologia

As ações de formação da Escola de Conselhos serão desenvolvidas de forma presenciais e semipresenciais, considerando as peculiaridades culturais e territoriais da Amazônia.

Nelas serão utilizadas metodologias dialógicas e participativas em forma de vivências formativas, que se materializam em cursos, oficinas, seminários e outras estratégias educativas que envolvam diferentes atores do Sistema de Garantia de Direitos.

As Vivências Formativas não são efetivadas através de transferência de conhecimentos e informações para os participantes, ao contrário, seu fazer pedagógico pretende ser potencializador de trocas de saberes, conhecimentos e experiências, oportunizando espaços de problematização conjunta, de construção coletiva e engajada para o enfrentamento dos desafios presentes nos municípios.

Nessa perspectiva os conteúdos abordados no processo formativo não são utilizados apenas para uma melhor compreensão do fenômeno da violação de direitos ou dos procedimentos constitutivos da ação dos conselheiros em seu trabalho diário; mas como conteúdos de ações de intervenção na realidade local, envolvendo sensibilização e mobilização social para a efetivação de políticas e direitos que assegurem o cumprimento do ECA.

Como ponto de culminância das ações formativas, espera-se que os conselheiros produzam diagnósticos e planos para sua intervenção qualificada nos municípios.

O diagnóstico é um passo importante para a formulação, execução e controle social das políticas de direitos e para a construção do plano de ação municipal. Elaborá-lo é identificar e analisar a situação da criança e do adolescente no município, buscando conhecer os principais problemas e desafios a serem superados, entender suas causas e efeitos, para definir formas de garantir o cumprimento do ECA.

O diagnóstico ajudará a dimensionar as necessidades e demandas de programas e serviços que garantam os direitos das crianças e adolescentes no município. O conhecimento da realidade municipal, por meio do diagnóstico, poderá indicar as áreas de maior vulnerabilidade social, bem como as necessidades de crianças e adolescentes.

Quanto mais informações, pontos de vista e amplo envolvimento dos atores sociais do SGD, melhor será a capacidade de identificar e analisar os problemas e a qualidade das propostas e ações, que subsidiarão a elaboração do Plano de Ação.

O Plano de Ação é um instrumento que vai possibilitar o desenvolvimento das ações dos Conselhos de Direitos e Tutelares de forma qualificada; orientando-se pela definição de prioridades, metas, indicadores de mudanças, recursos necessários e responsáveis e parceiros. O plano deverá se referenciar também por propostas advindas das conferencias municipais, estaduais e nacionais.

 

INDICADORES DE RESULTADOS

§  Envolvimento dos conselheiros na formulação, execução e controle social das políticas públicas.

§  Intervenção junto ao orçamento municipal.

§  Elaboração de diagnósticos da realidade municipal elaborados.

§  Planos de intervenção nos municípios elaborados.

 

AVALIAÇÃO

O processo avaliativo será desenvolvido de forma contínua, sistemática, no decorrer e ao final das ações formativas, considerando a participação dos conselheiros e os resultados no desenvolvimento do Curso.

 

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